Tudo mudou quando a conheci.
Seu perfume, sua beleza.
Nada mais tem sentido ou benefício.
Não conseguia parar de pensar.
Não queria parar de pensar.
Não podia parar de pensar.
Definitivamente, perdi meu juízo.
Por que todos pensam que estou doente?
“Sara... Sara...
Sara?... Sara.”
Não existe mais ninguém para mim.
Meus olhos...
Meus ouvidos...
Minha boca...
Que não parava de proferir uma melodia involuntária.
“Serei feliz se você estiver comigo.” – como contava a canção.
Era diferente. Agonizante, eu diria.
Podia ouvir, podia sentir, mas não podia tocar.
Não podia lhe tocar.
Meus passos, sem perceber, tornaram-se uma dança de solidão.
Uma tentativa falha de lhe seguir.
O quarto, a sala.
Impregnados de memórias.
Sua aura, um mistério.
Sua face, uma incógnita.
Seu desejo, uma ordem.
Por mais que a solidão me consuma, o amor...
Ah, ele nunca irá.
Mesmo que a hora chegue.
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